quinta-feira, 18 de maio de 2017

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Demissão Motivada

Nos últimos dias, tenho recebido diversas mensagens e telefonemas de colegas, preocupados com as declarações feitas pela direção da Empresa em matérias trazidas na imprensa sobre demissão motivada.

Uma destas mensagens, recebida de colega lotado na DR/AM, que transcrevo a seguir, ilustra bem as aflições pelas quais estão passando os ecetistas.

"Prezado Conselheiro,
Tamanha é a preocupação em relação a um futuro incerto dos empregados dos Correios, que solicito vosso apoio em nos esclarecer a respeito das Demissões Motivadas, pós PDI.
Principalmente, qual é a esperança e como fica a mente de um empregado, hoje com 57 anos de idade, 35 anos de serviços prestados nos Correios, aposentado pelo INSS, mas em plena atividade vestindo a camisa dos Correios, ou seja, pagando com seu trabalho o seu custo para a Instituição, como informado, esta pessoa dedicou sua vida inteira aos Correios, e hoje está sendo tratado com severas e vergonhosas ameaças de demissão caso não faça adesão ao PDI. É notório que haverá perdas financeiras com sua saída no PDI, pois nessa dedicação exclusiva aos Correios, constituiu família, criou seus filhos, ajuda, inclusive financeiramente, pessoas de seu convívio que, apesar de buscarem, não conseguiram colocação no mercado de trabalho, e jamais imaginou que um dia seria intitulado como descartável para "enxugar a folha".
Esse terrorismo divulgado pela atual Gestão dos Correios, claramente despreparada, é verdadeira?
O senhor teria/saberia como “dar uma luz” para as pessoas que se encontram na situação acima relatada, pois a insegurança e o pânico tomaram conta do senso comum devido essas ameaças.
Outra situação divulgada é que se os elegíveis não aderirem ao PDI, serão demitidos apenas com verbas rescisórias, sem direito ao plano de saúde? ..."

Aos colegas que me indagam sobre esses temas, tenho informado o seguinte:
a) o momento de decisão de aderir ou não a um plano de demissão incentivada deveria ser de muita calma, informação e apoio, de forma que as pessoas pudessem tomar sua decisão com a segurança necessária;
b) enfatizar o tema demissão motivada durante o transcurso de um PDI é algo extemporâneo, desrespeitoso e até irresponsável;
c) não tenho outras informações sobre o assunto, ou seja, como os demais colegas apenas leio a respeito nas matérias publicadas.

Penso, ainda, que o governo deveria estar preocupado em assegurar que suas estatais fossem dirigidas por pessoas realmente muito qualificadas, que soubessem aproveitar ao máximo o quadro de trabalhadores dessas empresas, e não em ampliar a quantidade de pessoas desempregadas no Brasil. Além disso, a Empresa deveria estar muito empenhada em tentar reter de alguma forma o conhecimento acumulado pelos trabalhadores que sairão no PDI e não em acelerar a saída desses. 

Uma grande empresa como os Correios precisa tratar seus trabalhadores com respeito, não cabendo culpá-los ou penalizá-los por um desequilíbrio financeiro causado por atos de gestão adotados pelo acionista e pela direção. 

Na Serra de Santana, perto de Currais Novos

Recebo diariamente informações sobre o desligamento no PDI de colegas com os quais trabalhei na Empresa. Não encontrarei espaço aqui no blog para homenagear cada um deles e nem para expressar como sentirei sua falta. De qualquer forma, queria homenagear hoje mais um colega que se desligou no PDI, com o qual pude dividir diversas boas realizações. E a homenagem se dará pelo relato de algumas dessas realizações.

João Vianey de Farias é um paraibano determinado, que venceu na vida por seu trabalho, por sua dedicação e persistência. Poderia ter ficado lá pelo sertão paraibano, mas acabou passando uma boa parte de sua vida em Natal, onde o conheci.

Cheguei a Natal, em 1.993, para assumir a Gerência Comercial, a convite de José Luís Borges Silveira, um líder que muito admiro por inúmeras qualidades, incluindo o fato de que nunca se preocupou com sombras, ou seja, sempre estimulou sua equipe a crescer em suas carreiras. Na Gerência Comercial, recebi a desafiadora missão de substituir um gerente anterior extremamente competente e muito respeitado e querido na regional - Antônio de Paula Braquehais, que fora promovido e transferido para Recife. Nesse cenário desafiador, João Vianey foi meu braço direito e me ensinou muito.

A capacidade de João Vianey de persistir, de ouvir os clientes e de construir soluções me mostrou que a postura proativa de um vendedor faz enorme diferença, independentemente de onde esteja atuando.

Com o apoio de Vianey e da equipe constituída por outros colegas valorosos, como o Itanagilson, a Naldaci e a Geise (certamente peco por esquecer de mencionar outros que mereceriam também ser citados), fizemos muita coisa interessante, como, por exemplo, montar a primeira agência bancária dos Correios, a qual nem mesmo selos possuía em estoque e nem recebia postagens, prestar serviço de correio híbrido (com o apoio indispensável da Ceres e do Lage, aqui em Brasília) e lançar o primeiro serviço dos Correios prestado na internet, que foi a renovação de carteiras de motoristas no âmbito do RN. Tudo isso nos idos de 1994/1995, quando a internet ainda era discada e rara, a impressão a laser de grandes volumes uma novidade e o banco postal apenas o sonho de alguns.

A obstinação e o otimismo de Vianey foram decisivos naquela época. Aprendi com ele que os limites podem ser sempre empurrados mais um pouco para a frente, em busca de melhores resultados para os clientes e para a Empresa.

E, para que não haja dúvidas, todos esses serviços inovadores mencionados eram extremamente lucrativos para a Empresa, além de a posicionarem na vanguarda das soluções oferecidas aos clientes.

Felizmente, a Empresa tem muitos Vianeys lutando diariamente para "tirar leite de pedra", com a certeza de que o tijolinho que acrescentarão fará diferença ao final nos resultados da Empresa.

Para o João Vianey da Paraíba (e Rio Grande do Norte), meus sinceros agradecimentos por tudo que me ensinou e pelo apoio recebido. Que tenha uma nova etapa de vida muito feliz na Serra de Santana, perto de Currais Novos. Ele bem merece!     

Matéria da revista Exame

Sob o título "Enquanto outras estatais se recuperam, Correios ficam para trás", o site da revista Exame publicou matéria de Flávia Furlan, em 17/05/2017, a qual pode ser lida a seguir ou no link - REVISTA EXAME.

Enquanto outras estatais se recuperam, Correios ficam para trás

Os Correios caminham para o quinto ano de prejuízo. Ali, nada mudou no velho jeito brasileiro de gerir uma empresa pública

Por Flávia Furlan - 17 maio 2017, 18h55 - Atualizado em 17 maio 2017, 18h57

Operação dos Correios

Operação dos correios: na cúpula da empresa predominam os indicados políticos (Lia Lubambo/EXAME.com)

São Paulo — Passado um ano de governo de Michel Temer, é inegável que houve avanços na economia: a inflação recuou para a meta do Banco Central, a taxa de juro está caindo e a recessão começa a ceder. Entra na mesma lista a reversão do quadro problemático em que se encontravam as principais empresas estatais federais. A reviravolta mais notável é a da Petrobras. Eletrobras, Banco do Brasil e BNDES também passam por reorientações conduzidas por profissionais respeitados. Em todos esses casos, o que se vê é uma sintonia com o comando econômico do governo. Mas há uma exceção no plano das grandes estatais: a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Mais conhecida como Correios, ela enfrenta a pior crise financeira de sua história recente. Se não houver uma melhora sensível na situação, 2017 será o quinto ano seguido de prejuízo — mesmo com os Correios tendo o monopólio do mercado em boa parte dos serviços que presta. No primeiro bimestre, a empresa perdeu estimados 500 milhões de reais. Desde 2013, o prejuízo acumulado é da ordem de 4,4 bilhões. O problema, porém, não é só de balanço. Mais preocupante ainda é o fato de a empresa ser gerida no velho esquema em que o interesse político fala mais alto — sem contar os escândalos de corrupção que rondam sua gestão.

O presidente dos Correios costuma ser escolhido pelo ministro das Comunicações, pasta à qual a empresa está vinculada. Quando Paulo Bernardo e Ricardo Berzoini, ambos do PT, estavam nas Comunicações, de 2011 a 2015, o escolhido foi o sindicalista Wagner Oliveira. Segundo a central sindical Conlutas, desde 2003 ingressaram nos quadros da companhia cerca de 700 sindicalistas, e 16 das 28 diretorias regionais eram comandadas por filiados ao PT. Já na gestão de André Figueiredo, ministro das Comunicações pelo PDT de outubro de 2015 a maio de 2016, o presidente dos Correios foi Giovanni Queiroz, do mesmo partido. O atual presidente, Guilherme Campos, ex-deputado federal (DEM-SP), era presidente do PSD, partido do ministro das Comunicações de Temer, Gilberto Kassab. Campos foi nomeado por Kassab 21 dias antes da aprovação da Lei das Estatais, que impede que pessoas que participaram da diretoria de partidos políticos ou da organização de campanhas eleitorais nos 36 meses anteriores à indicação assumam a direção de estatais. “Numa empresa pública, quem está no exercício do poder tem o direito de fazer a indicação de quem acha mais capacitado”, diz Campos. “Vamos acabar com as indicações? Vamos privatizar a empresa, então.”

O aparelhamento se espalha por outros cargos. As oito vice-presidências dos Correios estão ocupadas por apadrinhados de PDT, PSD, PTB e PMDB. Veja o caso de Darlene Pereira, vice-presidente de Encomendas. Ela é irmã do senador Telmário Mota (PTB-RR), que ficou conhecido ao mudar de última hora o voto a favor do impedimento da presidente Dilma. Segundo o senador, ele não influenciou a escolha e a irmã tem currículo para o cargo — administradora, ela antes era auditora na estatal CEB, distribuidora de energia de Brasília. Não é a opinião da Associação dos Profissionais dos Correios, que em outubro ajuizou uma ação pedindo a saída de seis vice-presidentes por não atenderem à Lei das Estatais, entre eles Darlene. A empresa recorreu, o afastamento foi revertido em 48 horas e, posteriormente, comissões técnicas nos Correios e no ministério mantiveram os executivos. “Algumas avaliações para aprovar a diretoria foram generosas demais”, diz Marcos César Silva, representante dos trabalhadores no conselho de administração dos Correios que votou contra os candidatos. A ação civil da associação aguarda julgamento. Enquanto isso, os vice-presidentes puderam voltar à rotina e escolher dois assessores especiais cada um. A posição já foi considerada inconstitucional pela Justiça do Trabalho. Os Correios só poderão mantê-los até 2018 por força de um termo de compromisso firmado com o Ministério Público do Trabalho.

Na tentativa de resolver a situação financeira, a atual diretoria dos Correios adotou um plano de corte de gastos. A meta é fechar até 350 das 6.470 agências postais e cortar o quadro de 117.400 funcionários da maior empregadora do país. Um plano de demissão incentivada, criado no ano passado, teve a adesão de 5.500 servidores — abaixo dos 8.000 esperados e, por isso, um novo plano pode ser lançado. “Com essas medidas, o resultado deste ano não será positivo, mas acredito que haverá melhora sobre 2016”, diz Fernando Antonio Ribeiro Soares, conselheiro dos Correios e secretário de Coordenação das Estatais no Ministério do Planejamento. É um ritmo mais demorado do que o de outras estatais. De 2015 para 2016, a Eletrobras reverteu seu prejuízo em lucro e a Petrobras reduziu as perdas — no primeiro trimestre deste ano, voltou a ter lucro.

Algumas decisões de negócio têm causado estranheza. No fim de 2016, por exemplo, os Correios decidiram suspender o e-Sedex, serviço de entrega oferecido para o comércio eletrônico. A justificativa era que ele dava prejuízo — EXAME pediu o valor, mas a empresa não revelou, com a justificativa de ser essa uma informação estratégica. A Associação Brasileira de Franquias Postais obteve na Justiça, em dezembro, uma liminar para suas associadas continuarem a oferecer o produto. Em média, um terço da receita das 1.002 franquias dos Correios provém do e-Sedex. “O comércio eletrônico é um dos principais setores de expansão para as encomendas e descontinuar um produto dessa maneira, sem uma alternativa, é um erro gravíssimo de estratégia”, diz um ex-diretor dos Correios que preferiu não ser identificado.

Sob suspeita

Com pouca transparência, influência política e má gestão, os Correios têm sido um dos palcos preferenciais da corrupção. No primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005, a descoberta de pagamento de propina em licitações dos Correios acabou por revelar o mensalão, um grande esquema de compra de votos de partidos da base governista. Já no governo Dilma Rousseff estourou o rombo no fundo de pensão Postalis, dos funcionários dos Correios. O fundo teve prejuízo estimado em 3 bilhões de reais por investimentos malsucedidos em títulos de bancos que quebraram, em empresas-fantasma ou em recuperação judicial. O Postalis tem sido forçado a pedir contribuições adicionais dos segurados, que já devem chegar a 20% do valor da aposentadoria. Agora, a encrenca está na gestora do plano de saúde dos empregados. A Postal Saúde foi criada em 2013 para reduzir os custos, mas eles cresceram 44% desde então, para 1,7 bilhão de reais no ano passado. O plano beneficia 400 000 pessoas, permite que pais de funcionários sejam incluídos como dependentes, algo raro no mercado de planos de saúde, e é 93% custeado pela empresa. Um relatório da Controladoria-Geral da União mostra que havia ali abusos como a emissão de guias de exames médicos para beneficiários falecidos. Segundo EXAME apurou, o Ministério Público de São Paulo investiga, no âmbito da Operação Lava-Jato, a Postal Saúde num contrato de 2014. Uma empresa contratada para fazer exames médicos anuais nos funcionários teria repassado propina a executivos dos Correios e da Postal Saúde que permitiram que o negócio fosse realizado. O destino seria quitar despesas do PT.

Como se tudo isso não bastasse, no primeiro mandato de Dilma, o caixa dos Correios foi esvaziado para contribuir com o resultado primário federal, numa época em que o governo torrava dinheiro para estimular a economia e usava a contabilidade criativa para fechar no azul. Quase 3 bilhões de reais em dividendos foram retirados dos Correios pela União de 2011 a 2013. Além disso, na tentativa de controlar a inflação, o governo congelou o preço dos serviços monopolizados, como os de cartas e cartões-postais, que representam metade das receitas da estatal — assim, houve perda de 1,2 bilhão em faturamento de 2012 a 2014. Enquanto isso, as despesas cresceram em ritmo superior ao das receitas. “Houve um problema de gestão: os diretores deveriam resguardar a empresa frente ao acionista, mas não foi o que ocorreu”, diz Daniel Gontijo Motta, coordenador-geral de auditoria de estatais da Controladoria-Geral da União. “Um corpo técnico e um conselho independente ajudariam para que isso não acontecesse.”

Diante de todos esses problemas, as saídas imaginadas seriam a quebra do monopólio e a privatização. O próprio governo já tocou no assunto, mais como uma ameaça do que como um plano de ação. Parte dos países desenvolvidos já passou por esse processo, como a União Europeia, desde meados dos anos 90. Nos 192 países que formam a União Postal Universal, 56 já quebraram o monopólio, 18 têm uma estatal de capital misto ou um mercado totalmente privado. Nos países que ainda não fizeram esse movimento, a discussão se dá porque as estatais não têm conseguido ser eficientes e estão com os balanços pressionados. No Brasil, de 2000 a 2016, os Correios só tiveram lucro com o serviço postal em cinco anos. Nos Estados Unidos, a empresa estatal também tem monopólio de parte dos negócios e está numa sequência de dez anos de prejuízos, que já somam 62 bilhões de dólares. Quem é contra a privatização diz que o setor privado não iria querer atuar em áreas afastadas, poucos rentáveis. Países europeus resolveram isso criando um fundo que compensa as perdas nessas regiões. “A abertura gradual do mercado postal traz mais competição e mais inovação”, diz Tadeu Gomes Teixeira, professor de administração na Universidade Federal do Maranhão que acaba de lançar um livro sobre os Correios. “Eu sou favorável ao Brasil trilhar esse caminho.” A alternativa é continuar a conviver com o atraso.

(http://exame.abril.com.br/revista-exame/enquanto-outras-estatais-se-recuperam-correios-ficam-para-tras/)

terça-feira, 16 de maio de 2017

Pensando no comércio eletrônico

Nos últimos dias, tenho lido muito a respeito do tema "comércio eletrônico", em função de trabalho confiado a um grupo de técnicos que integro. 

Depois de muitos anos acompanhando o tema numa perspectiva bem geral, tenho podido me aprofundar no assunto, como se fosse um empreendedor buscando informações desde as mais básicas para estabelecer seu comércio eletrônico. 

Na etapa em que estou nestes estudos - bem mais perto do início que do final - confesso-me já surpreendido por algumas constatações que comentarei sinteticamente nesta postagem. 

Uma primeira constatação refere-se ao farto material em português disponível para quem quiser montar sua loja virtual. Textos muito bem produzidos por especialistas, vídeos sobre os mais variados assuntos relacionados às operações de comércio eletrônico, cases comentados, enfim tudo o que um novato em e-commerce pode precisar está fartamente oferecido na internet, à disposição de quem se dispuser a pesquisar. No site do SEBRAE, por exemplo, o interessado encontra rico material sobre o tema, mas há muito mais disponível livremente.

Nesse manancial de informações sobre e-commerce, o empreendedor encontra ferramentas praticamente prontas e acessíveis para montar sua loja com alguns cliques. Pode, inclusive, começar sem gastar nada, com alternativas que oferecem uma opção mais enxuta sem nenhuma cobrança. E mesmo as operações que há alguns anos complicavam a vida dos lojistas tradicionais, como controle de estoque, cadastro de clientes, contas a pagar e a receber, entre outras, estão hoje integrados em ERPs populares cuja mensalidade cabe no bolso de qualquer pequeno empresário. 

Outra questão que avançou muito ultimamente foi a integração com os marketplaces, o que permite que pequenos lojistas tenham seus produtos expostos e comercializados automaticamente em locais de alto fluxo de visitas, como o Mercado Livre, o Walmart ou o Submarino, entre outros. A integração com os marketplaces já é oferecida nativamente em algumas soluções de lojas virtuais e ERPs. De forma análoga, essas soluções já trazem integrados os diversos gateways e intermediadores de pagamento, como PayPal, Mercado Pago, PagSeguro etc. 

E as soluções logísticas também se fazem presentes, especialmente com a integração aos serviços e às soluções de encomendas dos Correios. Serviços como PAC, SEDEX e SIGEP WEB fazem parte de praticamente todas as soluções de lojas virtuais e ERPs para e-commerce oferecidas no mercado brasileiro. 

A percepção dessa importância dos serviços dos Correios para o comércio eletrônico só reforça a responsabilidade da Empresa, como líder inconteste de mercado, em continuar evoluindo e melhorando seus serviços, em trabalhar de forma integrada e colaborativa com os demais provedores de serviços de apoio ao e-commerce e em facilitar cada vez mais a vida do empreendedor, que tem nos Correios um parceiro indispensável.

sábado, 13 de maio de 2017

A despedida de um mestre



Fui convidado pelo José Maria dos Santos Silva para sua despedida. Como vários outros colegas, o José Maria aderiu ao PDI e se retirou da Empresa no dia 12.

A emocionante despedida do José Maria, com inúmeros depoimentos dos colegas que com ele trabalharam, mostrou o quanto ele foi importante para esses colegas, com os quais dividiu generosamente conhecimentos e experiências, ao longo de toda sua carreira nos Correios. Uma das manifestações - da colega Valéria - que foi lida na ocasião e é transcrita a seguir ilustra o sentimento que esteve presente no evento.

Ao José Maria e aos demais colegas que estão se retirando da Empresa no PDI, nossos agradecimentos pelo que fizeram pela Empresa e por seus colegas.

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Meu amigo José Maria

Não tive a oportunidade de trabalhar muito tempo com você, mas o pouco tempo que tive da sua companhia como colega de trabalho já é o suficiente para me mostrar qual especial você é.

Sempre disponível e solícito para compartilhar experiências, informações, para ensinar. São qualidades importantes e necessárias para uma boa convivência no ambiente de trabalho.

Como sua colega de trabalho, digo que é uma perda muito grande não ter mais você conosco. A ECT está perdendo um grande profissional.

Como sua amiga, digo que você cumpriu com excelência sua jornada, e que merecidamente você iniciará outra fase; a da colheita dos bons frutos que você plantou.

Como Salomão disse em Eclesiastes: Há tempo para todas as coisas debaixo do sol...

Me fez lembrar uma história que li a algum tempo atrás:

Estava maltratado e amassado, e o leiloeiro,
Pensou que quase nem valia pena,
Perder tanto tempo com o velho violino,
Porém, segurou-o com um sorriso.
“Quanto me oferecem, meus amigos?” – Falou
“Quem dará o primeiro lance?"
"Um dólar, um dólar e meio, e então, dois! Apenas dois?
Três dólares, dou-lhe uma, três dólares, dou-lhe duas;
Dou-lhe três...” Mas não, 
Do Salão, lá no fundo, um homem grisalho
Veio à frente e tomou o arco;
Então, tirando a poeira do velho violino 
E, afinando as cordas frouxas,
Tocou uma doce e pura melodia
Como canta um Anjo que gorjeia.
Cessa a música, e o leiloeiro,
Em voz suave e calma,
Diz “O que me oferecem pelo velho violino?
E segurando-o no ato juntamente com o arco.
“Mil dólares, e quem oferecerá dois?
Dois mil, alguém dá três?
Três mil, dou-lhe uma, três mil, dou-lhe duas
Dou-lhe três, vendido”, diz ele.
As pessoas aplaudem, mas algumas gritam
“Não compreendemos nada
O que alterou seu valor?"
A resposta vem imediatamente:
O toque da mão de um mestre.

E muitas vezes um homem com a vida fora do tom
É judiado e marcado pelo destino
É vendido barato para a multidão descuidada
Assim como o velho violino.
Um prato de sopa, um cálice de vinho;
Um jogo – ele segue viajando,
Vai uma e vão duas
Vai a terceira e foi
Mas, vem o mestre e a tola multidão
Nunca compreende
O valor das pessoas e a mudança operada
Pelo toque do mestre.

Mestre José Maria:

Vi muitas vezes, como mestre, você dando esse toque diferenciado em seus conselhos.

Devemos reconhecer e valorizar sempre o valor do conhecimento, da experiência e da sua dedicação para esta Empresa.

Novos ciclos se iniciam, hoje alunos, amanhã mestres!

Como sua amiga, digo que nossa vida é constituída de fases e que você cumpriu brilhantemente esta fase “Correios” e que, merecidamente, entrará na fase de “colheita”. Com certeza sua família desfrutará mais de sua presença, e você colherá os bons frutos que você plantou ao longo desta jornada.

Meu amigo, Deus te abençoe sempre, que você possa desfrutar deste período com muita saúde, alegria e sabedoria.

Um abraço. 

Valéria

12/05/2017

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Produtividade

Quantos objetos deve entregar um carteiro para alcançar uma adequada produtividade?

Esta pergunta parece simples, mas não é, como demonstraremos a seguir.

Imaginemos, por exemplo, que um carteiro faça entregas numa área densamente povoada, como a Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, e que outro faça entregas numa pequena cidade do interior. Teremos certamente uma gigantesca diferença entre o número de objetos distribuídos por cada um desses carteiros.

Imaginemos agora que o distrito de um deles tenha um volume significativo de encomendas e que o outro não. Isso também interferirá no volume de objetos distribuídos, pois uma encomenda exige sabidamente muito mais tempo que o necessário para entregar uma carta simples, pois além de se tratar de um objeto "embaraçoso", no linguajar postal, ainda demanda a coleta de recibo, coisa que não acontece com cartas simples.

Assim, ao tratar do tema produtividade, é necessário um cuidado especial, pois se pode facilmente cair na armadilha de comparar coisas e situações incomparáveis. No mínimo, a comparação deveria trazer bem claras as diferenças de contexto existentes entre cada uma das situações.

Nos Correios, tenho visto por inúmeras vezes cálculos que juntam simplesmente o volume total de objetos distribuídos num período e dividem isso pelo total de empregados ou pelo total de carteiros, extraindo daí um "índice de produtividade". Sempre vejo essas informações com ressalva, pois há fatores que vão se alterando ao longo do tempo e que não são considerados numa simples conta como essa.

Um desses fatores é o próprio perfil da carga. Se o volume de encomendas - que são mais "embaraçosas", demandando mais tempo para entrega - vai aumentando proporcionalmente mais que o de cartas, por exemplo, seria natural esperar que o volume total de objetos entregues por um carteiro vá diminuindo com o tempo. E nem por isso ele será "menos produtivo'. Na verdade, como as encomendas podem trazer maior receita para a empresa, especialmente se forem expressas, pode ser que o carteiro esteja sendo mais produtivo em termos econômicos para a Empresa, ainda que entregue menos objetos em seu percurso.

Outra situação que demanda muito cuidado surge quando se compara a quantidade de objetos distribuídos por carteiro no Brasil com a quantidade distribuída em outros países. Há países em que os objetos distribuídos têm perfil bem diferente do brasileiro, por exemplo com um grande predomínio de cartas. Isso, por si só, já torna a comparação inadequada. Há também as situações de países densamente povoados na maioria de suas cidades, com uma grande volume de objetos entregues por endereço diariamente, o que é bem diferente da imensa dispersão geográfica brasileira, com muitas áreas de ocupação dispersa e com baixo volume de objetos entregues por endereço, demandando uma maior percorrida dos carteiros em seus respectivos distritos.

Enfim, para uma empresa de correios é muito importante que se acompanhe a produtividade dos carteiros, mas é necessário que isso seja feito com profissionalismo, sem simplificações ou reduções que distorçam a realidade.  

terça-feira, 9 de maio de 2017

No Rio de Janeiro, transportadoras passam a cobrar "taxa de emergência"

Recebi hoje de um colega lotado no RJ matéria dando conta de que as transportadoras que atuam no Rio de Janeiro passaram a cobrar uma "taxa de emergência", em função do expressivo aumento de roubo de cargas naquela cidade.

É realmente uma situação lamentável, que demonstra da forma mais dura o preço que a sociedade paga pela ausência, omissão ou ineficácia do Estado em temas de sua responsabilidade direta, como é o caso da segurança pública.

Para os Correios que, como as demais empresas de transporte, sofre duramente as consequências dessa situação, resta esperar que os governos federal e estadual encontrem logo fórmulas para conter essa onde de crescente de violência.  

A matéria de O Globo sobre o assunto pode ser lida aqui.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Quem é o seu líder?

(texto produzido por colega dos Correios)  

Liderança não se impõe, se conquista. Não é refém de um cargo, função ou status. Pode surgir em qualquer posição organizacional ou social. O líder pode estar ao seu lado, pode ser o seu chefe, pode ser o seu subordinado, pode estar em você.

Então, quem é o líder? Sobretudo, é aquele que inspira; que carrega em sua voz e em suas ações o poder de movimentar as pessoas na direção de um fim comum; é aquele capaz de ouvir e se colocar no lugar do outro; que se envolve e se dedica a um propósito comum; é aquele capaz de ir além dos próprios interesses; que entende que não é possível evoluir, senão em conjunto com aqueles que lhe cercam; é aquele capaz de ver o todo ao mesmo tempo que enxerga a individualidade de cada um; que sabe da importância de respeitar as diferenças para se chegar mais longe.

Quem não é líder? A autoridade, por si só, não é um líder. O cargo ou função sem liderança não se mantém. O líder não apenas diz, ele mostra. O líder não abafa, ele ouve. O líder não engana, ele é verdadeiro. O líder não é absoluto, ele aprende. O líder não exclui, ele integra. O líder não castiga, ele ensina. O líder não julga, ele respeita. O líder não descredibiliza, ele acredita. O líder não evita, ele enfrenta.  O líder não desiste, ele insiste.

Onde está o líder? Ouvimos que a humanidade está carente de liderança. Não é preciso vestir uma fantasia de super-herói ou uma coroa para ser um líder. Não se lamente por não ter um chefe inspirador, inspire aqueles que estão próximos a você. Não reclame por não ser ouvido, ouça verdadeiramente aqueles que lhe cercam. Não tema o crescimento daqueles que estão subordinados a você, prepare-os para sucedê-lo.  Se não há um líder, lidere. E se há, junte-se a ele. Não se subestime: a liderança transformadora está ao alcance de cada um de nós.

Enquanto você espera por alguém para lhe inspirar, o “vento” lhe move para qualquer lugar ou para lugar algum. Não espere que lhe mostrem o caminho, diga qual é a direção!  

Estatais - questão de ótica

A manchete que li neste domingo, no Correio Braziliense (07/05/2017):
"Empresas estatais devem cortar pelo menos 20 mil funcionários."

A manchete que gostaria de ter lido:
"Empresas estatais se fortalecem com gestão profissionalizada, sem interferências políticas."

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Consumidores preferem propaganda offline

"Cerca de 75% dos entrevistados afirmam gostar, achar divertido e não se incomodar com a publicidade offline. Se tratando dos anúncios online, esse número é de 61%. Isso demonstrou uma positividade desses consumidores em relação a publicidade em plataformas tradicionais."

Matéria que recebi hoje de uma colega, sobre resultados de pesquisa da Kantar Media, mostra que os consumidores recebem bem a propaganda offline, que abrange também os envios de publicidade via Correios.

Para ler a matéria completa, basta acessar o seguinte link.

Despesas e Prejuízos são coisas distintas

Na Wikipédia temos o seguinte sobre PREJUÍZO:
"Prejuízo financeiro ocorre quando alguém ou alguma instituição gasta mais do que arrecada.
Em contabilidade, o prejuízo é o oposto do lucro. Ambos são saldos na conta denominada "resultados" ou "lucros e perdas", que podem ocorrer ao final do exercício (em geral, um período de doze meses)."

Um colega me alertou hoje sobre um tipo de abordagem conceitualmente incorreta que tem sido utilizada com alguma frequência nas comunicações oficiais da Empresa. Isso, de fato, tem me incomodado porque pode induzir as pessoas, especialmente as que estão fora do ambiente da Empresa, a erro de avaliação.

O exemplo citado pelo colega e extraído de uma informação distribuída aos trabalhadores foi o seguinte:
"A paralisação apenas torna mais grave a atual situação financeira dos Correios — nos últimos dois anos, a empresa apresentou prejuízos que somam, aproximadamente, R$ 4 bilhões, sendo que 65% desse total correspondem a despesas de pessoal."

A frase mistura indevidamente conceitos, quando parece tratar como resultado o que é despesa. E, ainda que a intenção de quem escreveu possa ter sido outra, a frase está errada e pode induzir mesmo os leitores a erro de avaliação.

Despesas com pessoal, com transportes, com comissões pagas a franqueados, por exemplo, são expressivas nos Correios porque a Empresa é uma grande organização, com milhões de operações sendo realizadas a cada dia. Essas despesas, porém, devem ser vistas como o que são de fato - despesas - e não como prejuízo, que é, conceitualmente, um resultado negativo na relação entre receitas, custos e despesas.

A avaliação de prejuízos de uma organização passa, necessariamente, pela determinação de suas causas e não pela citação pura e simples de uma ou outra despesa. Algumas despesas, embora expressivas, podem, inclusive, nada ter a ver com os prejuízos incorridos.

Obviamente, um plano de recuperação terá que abranger todas as principais despesas e ter ações específicas para cada uma delas. Mas, num contexto assim de prejuízo financeiro, é ainda mais importante que não se misturem conceitos, que se tenha um bom diagnóstico de causas e que se construa um plano de recuperação consistente, sem equívocos ou interpretações incorretas, que só confundem as pessoas.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Liderança


Recebi hoje de um colega a mensagem que reproduzo a seguir, tratando do tema "liderança".

Boa Leitura !




"Algo que aprendi é que precisamos trabalhar com o "barro que temos".
Imagine um técnico de futebol, contratado, a peso de ouro, para tirar o time da "lanterna" do campeonato. Será que ele produzirá o resultado esperado negando, publicamente, a capacidade técnica dos jogadores, desqualificando-os, humilhando-os? Situação análoga poderia ocorrer em uma orquestra ou, em qualquer organização formada por pessoas, como é o caso da ECT.

Diante do quadro que conhecemos, elaborei o presente texto recordando as lições de Oscar Motomura, ao nos indicar os papéis a serem desempenhados por líderes que sabem fazer a diferença diante de desafios conjunturais severos, como os que hoje são enfrentados pela Empresa.

O líder deve ser:
Estadista, capaz de "enxergar" além de seu próprio tempo;
Educador, capaz de forjar seus sucessores;
Integrador, capaz de unir;
Visionário, capaz de oferecer uma direção clara e sustentável;
Cientista, capaz de equacionar os temas estratégicos;
Diplomata e Pacificador, capaz de harmonizar interesses;
Transformador, capaz de provocar transformações culturais;
Estrategista, capaz de guiar a organização na direção do "impossível";
Energizador, capaz de motivar fazendo com que todos atuem dando o melhor de si;
Empreendedor, capaz de otimizar resultados a partir da habilidade de "fazer acontecer";
Um exemplo, capaz de atuar como referência (em competência, caráter e atitude).

Em suma, para evoluir, sobretudo em contextos de crises, sobretudo quando estas crises foram estabelecidas fora de seu ambiente, uma organização necessita de uma liderança inspiradora, disposta a trabalhar com o time que está disponível."

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Qualidade

A ótima imagem que os Correios ainda têm junto à população em geral se deve, principalmente, a uma história de serviços prestados com qualidade, moldada a partir da visão de que, com liderança, disciplina e boa infraestrutura, era possível ter um serviço postal eficaz no Brasil.

Para materializar essa visão, decisões relevantes foram tomadas ao longo do tempo. Uma das mais importantes foi a montagem de uma rede aérea que funcionava à noite, inicialmente aproveitando aviões que, durante o dia, transportavam passageiros. Assim, enquanto as pessoas dormiam, as correspondências e encomendas expressas cruzavam o país, para serem entregues no dia seguinte, surpreendendo alguns clientes que chegavam a se espantar com tamanha velocidade operacional.

O tempo foi passando, a tecnologia evoluindo e as necessidades e expectativas dos clientes se modificando. A internet trouxe a comunicação e o comércio para a velocidade de tempo real. O transporte aéreo brasileiro tem hoje dimensões bem diferentes das que tinha há 35 anos atrás, quando nasceu o SEDEX, assim como o comércio eletrônico tem dimensões completamente distintas do reembolso postal, seu precursor.

Essa evolução do mercado acrescentou outros desafios novos para os Correios, como a informação mais atualizada de rastreamento das encomendas, disponível na internet e em smartphones, mais máquinas, para tratar as milhões de encomendas que passaram a transitar diariamente pelos maiores centros operacionais, mais veículos para entrega e também mais trabalhadores para tratar e entregar as encomendas.

Operar toda essa infraestrutura de maneira eficaz e manter a qualidade é um grande desafio, que tem sido enfrentado a cada dia pelos técnicos dos Correios. Na atualidade, a falta de recursos, de pessoas ou de infraestrutura muitas vezes impedem que se ofereça aos clientes o nível de serviço que os trabalhadores dos Correios gostariam de oferecer. Mas não deve restar dúvida de que, se dependesse apenas deles, os clientes teriam sempre um serviço irrepreensível sob todos os aspectos, pois a qualidade faz parte do DNA postal, desde que a Empresa foi criada.

Legislação Postal

Em algumas oportunidades, se menciona que a legislação postal brasileira é desatualizada, pois remonta a 1978. Mostraremos que, do ponto de vista da Empresa, isso não corresponde à realidade.

Embora as duas principais peças da legislação vigente - o Decreto-Lei nº 509/69 e a Lei 6.538/78 - tenham sido originalmente colocados em vigor em 1969 e 1978, sofreram uma série de aperfeiçoamentos ao longo do tempo, sendo o mais importante e recente deles a Lei nº 12.490/11, sobre a qual discorremos a seguir.

A Lei nº 12.490/11 surgiu de uma iniciativa do Governo Federal que instituiu um Grupo de Trabalho Interministerial para analisar a situação dos Correios e propor iniciativas de melhoria. Ao longo do trabalho do GTI, entre 2008 e 2011, a situação da Empresa foi esmiuçada e se mapeou os principais entraves ao desenvolvimento da organização. Participaram dos trabalhos, além dos Correios, o Ministério das Comunicações - que liderava o GTI, a Casa Civil, o Ministério do Planejamento e o Ministério da Fazenda.

A MP-532/2011, posteriormente transformada na Lei nº 12.490/11, procurou responder à questão original que motivou a criação do GTI e atualizou, no que importava, o Decreto-Lei nº 509/69, de forma que os Correios encontram hoje na legislação o respaldo necessário para se desenvolverem como organização postal moderna e competitiva.

O que se faz necessário é que as direções da Empresa tenham competência para aproveitar as inúmeras oportunidades de desenvolvimento empresarial que a legislação trouxe. E que o Governo Federal não atue em sentido inverso, como fêz sistematicamente num governo passado o Tesouro Nacional, colocando obstáculos às iniciativas de expansão empresarial, removendo os recursos que a Empresa dispunha para isso e também congelando tarifas.

Não procede, portanto, a afirmativa de que a Empresa precisa de atualização da legislação postal. Isso, do ponto de vista da Empresa, não é verdade. O que precisamos nos Correios é de dirigentes competentes, que entendam profundamente de nossos negócios e de nossas operação, e de um governo que compreenda a importância geopolítica e estratégica de se ter no Brasil uma sólida empresa de correios.