segunda-feira, 10 de julho de 2017

Justiça que não chega é injustiça criminosa!

Se os déficits apresentados pelos fundos de pensão dos trabalhadores dos Correios, da Caixa e da Petrobras fossem decorrentes de problemas econômicos havidos no mercado que tivessem levado os investimentos a não performarem como necessário, as contribuições adicionais que estão sendo impostas pelos planos de equacionamento do POSTALIS, da FUNCEF e da PETROS poderiam ser considerados justas. Todos sabem, porém, como demonstrou em seus aspectos gerais a CPI dos Fundos de Pensão, que a história não foi bem essa, ou seja, que os prejuízos decorreram de aplicações feitas sem os cuidados necessários ou até, de forma criminosa, para lesar fortemente esses fundos.

Alguns alentos surgem no horizonte, como a previsão de reversão de recursos para FUNCEF e PETROS de parte do valor cobrado no processo de leniência da JBS, mas o fato concreto é que os participantes e assistidos continuam arcando com contribuições adicionais, assim como suas patrocinadoras.

Isso precisa ser passado a limpo e não pode levar muito tempo, pois muitas das pessoas prejudicadas são idosas. Justiça, Órgãos de Controle, Governo Federal e Congresso precisam perceber isso e agir, cumprindo tempestivamente as razões de sua existência.

Justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada, já dizia Rui Barbosa.

Acrescentaríamos hoje que justiça que não chega é injustiça criminosa!

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Comunicação sobre atuação no comércio eletrônico

Nas reuniões do Conselho de Administração deste ano, tenho cobrado incisivamente um posicionamento mais firme da Empresa, em sua comunicação institucional e comercial, com relação ao comércio eletrônico, para demonstrar que os Correios não abandonaram esse setor de negócios, como afirma a concorrência, a partir da extinção do e-SEDEX. Entendo que trata-se de uma questão estratégica, de responsabilidade exclusiva da direção da Empresa, que deveria merecer a melhor e mais urgente atenção dos dirigentes.

Sei dos esforços dispendidos pelos técnicos da Empresa para administrar nossos serviços de encomendas, assim como da qualidade do trabalho desenvolvido por esses técnicos. Foi graças à capacidade deles que alcançamos o patamar de participação muito significativo que ostentamos. Foi graças ao trabalho deles que praticamente todas as plataformas de lojas virtuais do Brasil tem nativamente as opções de envios pelos Correios. Foi graças à dedicação e competência deles que os Correios conquistaram papel de máxima relevância no tema comércio eletrônico no âmbito da União Postal Universal. E essas conquistas precisam ser valorizadas e potencializadas. 

Assim, para que não paire nenhuma dúvida a respeito, considero necessário destacar que as cobranças que tenho feito não se destinam, de forma alguma, aos técnicos da Empresa, que têm cumprido com esmero suas missões, mas sim à direção da organização, que é responsável pelo vácuo na comunicação institucional e comercial sobre os serviços da Empresa, incluindo os do segmento de encomendas. 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Reestruturação

Hoje (05/07) foi oficialmente implantada a reestruturação na Administração Central dos Correios.

Do power point diretamente para a prática, a reestruturação vai desmontando estruturas e erigindo outras, com as pessoas sendo realocadas num processo que os trabalhadores não compreendem, por não estar baseado em critérios técnicos previamente estabelecidos para as designações e nem mesmo num plano de funções, coisas que não existem na Empresa. Prevalece, assim, o subjetivismo, praticado sob o comando de uma direção política, cercada de uma assessoria em geral assim também escolhida.

Neste contexto, solidarizo-me com os inúmeros colegas que, apesar de terem carreiras e desempenho brilhantes, deixarão suas funções sem maiores explicações, apenas por não terem sido escolhidos pela direção.   

sábado, 1 de julho de 2017

Informativo sobre a reunião de 29/06/2017



Enviamos aos colegas informativo sobre a reunião ordinária do conselho de administração ocorrida no dia 29/06/2017.

Para visualizar a mensagem enviada, clique no link.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Boatos sobre demissão motivada

Como recebi diversas consultas de colegas a respeito desse assunto nos últimos dias, esclareço que não houve nenhuma decisão do Conselho de Administração sobre o tema demissão motivada.

Este assunto nunca foi submetido formalmente ao CA, como comunicado ou relatório, que são os instrumentos formais de apresentação de temas.

E, para que cesse a onda de boatos a respeito, que só assustam indevidamente os colegas já preocupados com outras questões, como a reestruturação e o PDI, solicitarei que a direção da Empresa divulgue nota esclarecendo de vez o tema, para todos os trabalhadores.

sábado, 10 de junho de 2017

Aos colegas que se retiram no PDI

Para os colegas que se retiram da Empresa neste mês, por adesão ao PDI, deixo meus agradecimentos pela valiosa contribuição que nos deram ao longo de suas carreiras. Foi com base no trabalho desses colegas que a Empresa se consolidou como um dos melhores correios do mundo.

Dentre os que se retiram, há muitos com os quais trabalhei diretamente, há amigos próximos e também referências em conhecimento do negócio e das operações postais.

Espero, sinceramente, que encontrem alegrias e realizações em sua nova etapa de vida. E também que os colegas que permanecem na Empresa saibam valorizar o legado que lhes fica.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O desafio permanente da atualização tecnológica

Na década de 80, chegavam ao Brasil os primeiros aparelhos de fax e, com eles, a ameaça da substituição da correspondência postal por um sucedâneo que permitia a comunicação em minutos em vez de dias. Em vez de pensar em extinção, os Correios criaram, então, o serviço de fax post, levando a nova tecnologia para o grande público, que não tinha condições de possuir um aparelho transceptor de fac-símile próprio.
Na década de 90, começou a ser disseminado no Brasil o uso da internet e, de forma análoga ao que ocorreu com o fax, também se vislumbrou ali o fim do serviço postal. Novamente, os Correios viram na nova tecnologia uma oportunidade e passaram a utilizar intensivamente a internet, inclusive para prestar seus tradicionais serviços de carta e de telegrama. Nos dias atuais, mais de 400 mil dos cerca de 15 milhões de telegramas enviados anualmente chegam aos Correios pela internet, onde são processados eletronicamente e transformados em objetos impressos, para entrega aos destinatários.

Essas duas pequenas histórias nos mostram que as novas tecnologias constituem não só uma ameaça, pela efeito substituição que sempre carregam, mas também uma oportunidade, que sempre pode ser explorada para melhorar os serviços. Mostram também que algumas mudanças de hábitos de consumo não se dão de forma disruptiva, mas sim de forma progressiva.

Saber compreender isso e aproveitar as novas tecnologias na melhoria dos serviços oferecidos é o grande desafio de toda prestadora de serviços, incluindo os Correios. Importante nunca descuidar disso, como não descuidamos na época da chegada do fax e da internet.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Inovação

Poucas coisas me dão mais satisfação do que poder participar da criação de algo novo, como, por exemplo, um novo serviço da Empresa.
Felizmente, tive diversas oportunidades de integrar equipes que conceberam e lançaram novos serviços, mas isso não diminui a satisfação de ver o nascimento e os primeiros passos de uma nova criação, que chega ao mercado.
A mais recente dessas satisfações é o Correios Celular, que chegou para construir mais uma história de sucesso, a partir do esforço e da participação de milhares de colegas que lidaram com sua formulação e com sua operacionalização, incluindo a venda nas agências.
Na foto, alguns dos muitos colegas que participaram da formulação do Correios Celular, para ilustrar que, por trás de cada avanço, de cada inovação na Empresa há sempre um conjunto de pessoas que se dedica, se desdobra para vencer obstáculos, para fazer acontecer, independentemente de qualquer situação adversa que exista no horizonte. Minhas escusas aos que não estão na foto, mas que também se dedicaram ao esforço de criar o novo serviço.
Nos próximos dias, o Correios Celular chegará ao Rio de Janeiro, a Belo Horizonte e ao interior de São Paulo. Depois prosseguirá até alcançar todo o Brasil.
Mais informações sobre o serviço em http://www.correioscelular.com.br.    

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Silveira no POSTALIS

Recebi hoje a visita do colega Marcos da Matta Silveira, que é candidato à posição de Diretor de Benefícios do POSTALIS. Silveira é para mim um exemplo de esforço para se superar, aprender e crescer, além de conduta séria. Tive o privilégio de trabalhar com ele no Programa de Encomendas, onde ajudamos a criar alguns serviços e a reformular outros.

Quem busca seriedade e determinação tem no Marcos Silveira uma boa opção para a posição de Diretor de Benefícios do POSTALIS. 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Eleições para o POSTALIS

Recebi a simpática visita do Heyder e do Maurício, em campanha para as eleições do POSTALIS. São dois colegas com os quais já trabalhei na área comercial e que sei estarem participando das eleições para o POSTALIS com o objetivo de, se eleitos, atuarem para assegurar melhores resultados e melhor gestão para nosso instituto.
O Heyder é candidato ao Conselho Deliberativo e o Maurício ao Conselho Fiscal.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Audiência na Câmara dos Deputados


Hoje de manhã (30/05), tivemos oportunidade de participar de uma audiência na Comissão Geral da Câmara dos Deputados, para tratar do tema "A Situação de Crise na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos".

Em nossa manifestação, que pode ser assistida no vídeo acima ou lida nesse link, apresentamos nossa visão sobre as causas da crise de caixa produzida na Empresa e sobre o posicionamento que entendemos adequado com relação a esse assunto.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Identidade Corporativa

Ontem (25/05) foi apresentada a nova Identidade Corporativa definida para a Empresa. Até então o assunto estava sob reserva, razão pela qual não havíamos ainda divulgado nosso voto a respeito e o estudo que apresentamos em reunião. Feita agora a divulgação, retomamos o assunto.

Na 1ª Reunião Extraordinária de 2017, ocorrida em 10/02/2017, apresentamos um estudo que pode ser visto no seguinte link . Infelizmente, o colegiado preferiu manter a proposta original oferecida pela consultoria, sem nenhum ajuste, o que nos levou a proferir o voto a seguir transcrito:

Tema: Identidade Corporativa
Voto do conselheiro Marcos César Alves Silva

Quando nos foi submetida, na 1ª reunião ordinária de 2016, a proposta de Identidade Corporativa da Empresa, pedimos a oportunidade de avalia-la e de retornar ao colegiado com nossas observações.

Assim, ao retornar hoje com o tema, esperávamos que as propostas de ajustes apresentadas, após profunda análise e reflexão, fossem apreciadas detalhadamente pelo colegiado. Infelizmente, porém, não foi o que aconteceu.

Sob o argumento, apresentado pelo Presidente da Empresa, de que a proposta já tinha sido apresentada e pesquisada junto a milhares de empregados, o Conselho optou por nem debater cada uma das sugestões elencadas e simplesmente aprovar a proposta original oferecida pela Accenture.

Diante desta decisão, só poderia votar contra a aprovação da proposta e apresentar a argumentação que me levou a tentar oferecer as sugestões de melhoria ignoradas, conforme lâminas apresentadas em reunião.

Em síntese, nossa opinião sobre a Identidade Corporativa é:

Missão
A missão proposta pela consultoria é reducionista, não transmite a amplitude de atuação proporcionada pelo atual objeto social da Empresa.

Visão
A visão proposta pela consultoria é um lugar comum, acoplável a qualquer tipo de organização. Uma simples busca na internet mostra isso.

Valores
A eliminação de alguns dos valores atuais sem uma apropriada correspondência nos novos deixou lacunas que enfraqueceram o conjunto. A retirada dos valores de compromisso com o cliente e de meritocracia são dois casos assim.

Por todas estas razões, votamos contra a aprovação da proposta e lamentamos que o trabalho desenvolvido por este conselheiro não tenha sido sequer considerado e, de certa forma, estejamos regredindo em qualidade na declaração de nossa Identidade Corporativa.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Reestruturação

Entre os temas que têm preocupado os ecetistas nas últimas semanas, temos a reestruturação da Empresa.

Especialmente os colegas que exercem posição de liderança se preocupam em saber que tipo de estrutura a Empresa passará a ter e, nessa nova conformação, como será sua possibilidade de atuação.

O fato de estarmos em meio a um processo anterior de reestruturação que não foi concluído acentua as preocupações e se soma também a um contexto mais geral de crise institucional vivida pelo Governo como um todo.

Em geral, todos gostariam de enxergar uma luz no fim do túnel, que trouxesse a conclusão dos ajustes organizacionais eventualmente necessários, mesmo que esses significassem passos atrás em algumas questões, se isso realmente fortalecesse a Empresa e permitisse que as pessoas trabalhassem de forma mais organizada e produtiva.

Nesse contexto, tenho preocupações adicionais com este assunto, não só pela posição exercida, de conselheiro, mas também porque acompanhei bem de perto o processo anterior de reestruturação, que resultou na busca de uma organização por unidades de negócios. Fui convencido pelos estudos então realizados de que o caminho adotado era o mais adequado para que a Empresa materializasse seu plano estratégico. Agora, quando se propõe uma mudança de modelo que retoma o rumo do modelo funcional, precisaria de material técnico robusto para sustentar uma decisão assim, que trará efeitos sérios para o funcionamento da Empresa e para as pessoas. Não teria, porém, nenhuma restrição a mudar de opinião, desde que essa estivesse bem fundamentada.

Infelizmente, porém, o material que nos foi oferecido não trouxe, a meu juízo, essa robustez. Pode até estar - e espero que sim - no rumo adequado, diante das mudanças de contexto do mercado havidas, mas não tem a densidade que seria de se esperar em termos de documentação formal para sustentar algo tão importante assim. Isso me impediu, hoje, de votar pela aprovação da proposta de desdobramento estrutural (modelo operacional) que foi levada à apreciação do Conselho de Administração.

Quem conhece minha história na Empresa, sabe que essa sempre foi pautada na coragem, no esforço de superação para fazer que as coisas acontecessem, sempre em prol do desenvolvimento da organização. Um voto contrário como este não é, portanto, algo trivial para mim. Não é uma decisão que tome com satisfação, mas que se tornou necessária diante de um  processo que não teve a formalidade que considero minimamente necessária para sustentar uma decisão noutro sentido.

Sobre o mérito da proposta, entendo que, embora a conformação estrutural da Empresa seja muito importante, temos a enfrentar questões de fundo que impactam nossos resultados independentemente do modelo de organização que escolhamos - unidades de negócios ou funcional. A principal dessas questões está no processo de indicação política das posições de gestão, do topo à base. Isso precisa mudar para que a Empresa, com a organização que tiver, volte a se desenvolver, a recuperar seus resultados econômicos e a qualidade dos serviços.

Com boas lideranças, o modelo organizacional que for escolhido poderá ser rapidamente otimizado, com o alinhamento dos esforços das pessoas. Se, porém, não contarmos com isso, os esforços continuarão sendo perdidos, independentemente da estrutura que desenharmos, pois cada modelo tem suas vantagens e seus defeitos, mas todos dependem de boa liderança para serem implementados.

Tomada agora a decisão de seguir com a reestruturação, torceremos para que tenhamos um desenrolar de implantação bem conduzido pelas equipes dos Correios e da consultoria contratada, sem atropelos desnecessários, sem processos abandonados pelo caminho e com a adequada comunicação com os trabalhadores, que precisam compreender os benefícios que se busca com a mudança, para se engajarem no processo.

O voto apresentado se encontra no seguinte link: Voto sobre modelo operacional  

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Demissão Motivada

Nos últimos dias, tenho recebido diversas mensagens e telefonemas de colegas, preocupados com as declarações feitas pela direção da Empresa em matérias trazidas na imprensa sobre demissão motivada.

Uma destas mensagens, recebida de colega lotado na DR/AM, que transcrevo a seguir, ilustra bem as aflições pelas quais estão passando os ecetistas.

"Prezado Conselheiro,
Tamanha é a preocupação em relação a um futuro incerto dos empregados dos Correios, que solicito vosso apoio em nos esclarecer a respeito das Demissões Motivadas, pós PDI.
Principalmente, qual é a esperança e como fica a mente de um empregado, hoje com 57 anos de idade, 35 anos de serviços prestados nos Correios, aposentado pelo INSS, mas em plena atividade vestindo a camisa dos Correios, ou seja, pagando com seu trabalho o seu custo para a Instituição, como informado, esta pessoa dedicou sua vida inteira aos Correios, e hoje está sendo tratado com severas e vergonhosas ameaças de demissão caso não faça adesão ao PDI. É notório que haverá perdas financeiras com sua saída no PDI, pois nessa dedicação exclusiva aos Correios, constituiu família, criou seus filhos, ajuda, inclusive financeiramente, pessoas de seu convívio que, apesar de buscarem, não conseguiram colocação no mercado de trabalho, e jamais imaginou que um dia seria intitulado como descartável para "enxugar a folha".
Esse terrorismo divulgado pela atual Gestão dos Correios, claramente despreparada, é verdadeira?
O senhor teria/saberia como “dar uma luz” para as pessoas que se encontram na situação acima relatada, pois a insegurança e o pânico tomaram conta do senso comum devido essas ameaças.
Outra situação divulgada é que se os elegíveis não aderirem ao PDI, serão demitidos apenas com verbas rescisórias, sem direito ao plano de saúde? ..."

Aos colegas que me indagam sobre esses temas, tenho informado o seguinte:
a) o momento de decisão de aderir ou não a um plano de demissão incentivada deveria ser de muita calma, informação e apoio, de forma que as pessoas pudessem tomar sua decisão com a segurança necessária;
b) enfatizar o tema demissão motivada durante o transcurso de um PDI é algo extemporâneo, desrespeitoso e até irresponsável;
c) não tenho outras informações sobre o assunto, ou seja, como os demais colegas apenas leio a respeito nas matérias publicadas.

Penso, ainda, que o governo deveria estar preocupado em assegurar que suas estatais fossem dirigidas por pessoas realmente muito qualificadas, que soubessem aproveitar ao máximo o quadro de trabalhadores dessas empresas, e não em ampliar a quantidade de pessoas desempregadas no Brasil. Além disso, a Empresa deveria estar muito empenhada em tentar reter de alguma forma o conhecimento acumulado pelos trabalhadores que sairão no PDI e não em acelerar a saída desses. 

Uma grande empresa como os Correios precisa tratar seus trabalhadores com respeito, não cabendo culpá-los ou penalizá-los por um desequilíbrio financeiro causado por atos de gestão adotados pelo acionista e pela direção. 

Na Serra de Santana, perto de Currais Novos

Recebo diariamente informações sobre o desligamento no PDI de colegas com os quais trabalhei na Empresa. Não encontrarei espaço aqui no blog para homenagear cada um deles e nem para expressar como sentirei sua falta. De qualquer forma, queria homenagear hoje mais um colega que se desligou no PDI, com o qual pude dividir diversas boas realizações. E a homenagem se dará pelo relato de algumas dessas realizações.

João Vianey de Farias é um paraibano determinado, que venceu na vida por seu trabalho, por sua dedicação e persistência. Poderia ter ficado lá pelo sertão paraibano, mas acabou passando uma boa parte de sua vida em Natal, onde o conheci.

Cheguei a Natal, em 1.993, para assumir a Gerência Comercial, a convite de José Luís Borges Silveira, um líder que muito admiro por inúmeras qualidades, incluindo o fato de que nunca se preocupou com sombras, ou seja, sempre estimulou sua equipe a crescer em suas carreiras. Na Gerência Comercial, recebi a desafiadora missão de substituir um gerente anterior extremamente competente e muito respeitado e querido na regional - Antônio de Paula Braquehais, que fora promovido e transferido para Recife. Nesse cenário desafiador, João Vianey foi meu braço direito e me ensinou muito.

A capacidade de João Vianey de persistir, de ouvir os clientes e de construir soluções me mostrou que a postura proativa de um vendedor faz enorme diferença, independentemente de onde esteja atuando.

Com o apoio de Vianey e da equipe constituída por outros colegas valorosos, como o Itanagilson, a Naldaci e a Geise (certamente peco por esquecer de mencionar outros que mereceriam também ser citados), fizemos muita coisa interessante, como, por exemplo, montar a primeira agência bancária dos Correios, a qual nem mesmo selos possuía em estoque e nem recebia postagens, prestar serviço de correio híbrido (com o apoio indispensável da Ceres e do Lage, aqui em Brasília) e lançar o primeiro serviço dos Correios prestado na internet, que foi a renovação de carteiras de motoristas no âmbito do RN. Tudo isso nos idos de 1994/1995, quando a internet ainda era discada e rara, a impressão a laser de grandes volumes uma novidade e o banco postal apenas o sonho de alguns.

A obstinação e o otimismo de Vianey foram decisivos naquela época. Aprendi com ele que os limites podem ser sempre empurrados mais um pouco para a frente, em busca de melhores resultados para os clientes e para a Empresa.

E, para que não haja dúvidas, todos esses serviços inovadores mencionados eram extremamente lucrativos para a Empresa, além de a posicionarem na vanguarda das soluções oferecidas aos clientes.

Felizmente, a Empresa tem muitos Vianeys lutando diariamente para "tirar leite de pedra", com a certeza de que o tijolinho que acrescentarão fará diferença ao final nos resultados da Empresa.

Para o João Vianey da Paraíba (e Rio Grande do Norte), meus sinceros agradecimentos por tudo que me ensinou e pelo apoio recebido. Que tenha uma nova etapa de vida muito feliz na Serra de Santana, perto de Currais Novos. Ele bem merece!