quinta-feira, 19 de abril de 2018

Qualidade - o desafio do crescimento

Quando comecei a trabalhar nos Correios, nos anos 80, um traço da cultura organizacional que sempre me estimulou era a busca da qualidade.

Por mais escassos que fossem os recursos, e em alguns momentos isso ocorria mesmo, independentemente de nossa vontade, o esforço para atingir ou superar nossos indicadores de desempenho estava sempre presente.

O cliente precisava receber seu malote, sua encomenda ou seu boleto no tempo correto. Se o avião não decolasse por falta de teto ou se o caminhão se atrasasse, por ter quebrado no caminho, todos automaticamente se engajavam num esforço concentrado para minimizar os efeitos do atraso para os clientes.

A Empresa cresceu muito de lá para cá. Os pequenos centros de entrega se transformaram em imensas unidades industriais, que hoje processam não centenas ou milhares de objetos mais sim milhões. Com isso, a solução para alguns dos problemas que surgem na operação se afastou da gestão local e passou a depender mais da gestão central, o que tem seus aspectos positivos, especialmente em economia de escala, mas também tem seus aspectos negativos, como a impossibilidade de solução rápida, no próprio local, de alguns problemas que dependem de providências hoje de alçada da administração central.

Nesse contexto, a responsabilidade de prover os recursos e serviços para o perfeito funcionamento das unidades operacionais dos Correios é imensa, pois os efeitos que podem resultar da falta desses recursos ou serviços alcançam facilmente milhões de reais.

A qualidade passou a depender mais de decisões e de ações estratégicas do que da vontade de fazer bem feito nas pontas.

Lidar bem com essa mudança, decorrente do aumento exponencial de escala, é um dos maiores desafios dos Correios na atualidade. E vencer esse desafio é fundamental para que os Correios continuem sendo líder destacado no mercado brasileiro de encomendas.

Falando de monopólio

A questão do monopólio postal é mencionada frequentemente em matérias que trazem críticas à atuação da Empresa.

Abstraindo a questão da qualidade dos serviços, que precisa melhorar e já está melhorando, temos a questão conceitual, que estabelece e delimita a área de reserva.

Nas matérias a seguir reproduzidas, temos um artigo que levanta a questão, dando a entender que os Correios possuiriam o monopólio da entrega de encomendas e a resposta, assinada pelo Presidente em exercício da Empresa, explicando os limites da área de reserva.

Boa Leitura!


A resposta dos Correios:

A GAZETA (19/4) OPINIÃO

A liberdade da entrega de encomendas já existe

Carlos Roberto Fortner*

Na terça-feira (10), foi publicado aqui neste espaço o artigo “Liberdade Postal”, assinado pelo presidente da Fecomércio – ES, José Lino Sepulcri. O texto induz o leitor a acreditar que os Correios têm o monopólio da entrega de encomendas, seja do e-commerce com origem no Brasil ou no exterior. Isto não corresponde à verdade: os Correios não têm e nunca tiveram o monopólio de encomendas. Ainda que o segmento de encomendas seja concorrencial, os Correios ocupam a primeira posição nas entregas do comércio eletrônico, destacando-se como o principal parceiro das lojas virtuais brasileiras. Tanto assim que foram os vencedores da categoria melhor empresa de Logística no E-commerce no Prêmio ABComm de Inovação Digital 2018, um dos mais importantes e aguardados eventos do e-commerce nacional.

A “Liberdade Postal”, no caso das encomendas, já existe há muito tempo. Nesse ambiente concorrencial, tipicamente regido pela oferta e procura, os Correios disputam diariamente a preferência dos clientes no Brasil com mais de 200 empresas de logística regionais, nacionais e multinacionais. 

No Brasil, o monopólio postal se limita tão somente às correspondências, malotes e telegramas. Ainda assim, tal benefício é concedido mediante uma contrapartida prevista na própria Constituição: a presença obrigatória em todos os 5.570 municípios do Brasil. Diferentemente de empresas da iniciativa privada, os Correios não têm a prerrogativa de escolher o mercado onde a operação é mais conveniente – ou mais lucrativa. 

O bônus da exclusividade na prestação de serviços postais em nome do Estado traz consigo o ônus de ter de prestá-los em todas as localidades, inclusive naquelas onde nenhum outro operador chega - ou tem interesse em chegar. Some-se a isso a responsabilidade prevista em lei de resguardar o sigilo das mensagens pessoais e comerciais, que é exigida dos Correios, e para a qual se reconhece na empresa a fé pública. Como acontece com a maioria dos serviços postais públicos no mundo, a exclusividade postal dada aos Correios foi o caminho encontrado pelo Estado brasileiro para criar as condições necessárias à prestação de serviços postais básicos a toda a população, independentemente da distância e dos custos da operação, garantindo, assim, a igualdade e o direito de todos à comunicação. 

* Carlos Roberto Fortner é presidente em exercício dos Correios

terça-feira, 17 de abril de 2018

Direto de Whashington

Em matéria da Revista Veja de 11 de abril de 2018, Washington Olivetto cita a Petrobras e os Correios como empresas que admirava. A menção é trazida na parte da matéria que explica por que o publicitário optou por não desenvolver campanhas para o Governo, o que acabou ficando como uma característica que o diferenciou.

O privilégio de ocupar esse espaço no imaginário de um expoente da publicidade como Olivetto é algo que nos honra e que valoriza o esforço de cada ecetista para fazer seu trabalho de forma consistente.

Particularmente, lamento também que, ao longo de nossa história, não tenhamos podido contar com o talento e a genialidade de Olivetto para apresentar aos clientes nossos produtos e serviços. Teria sido uma experiência muito interessante.

Para assinantes, a matéria pode ser lida em: https://veja.abril.com.br/revista-veja/memorias-de-um-sedutor/ 

domingo, 15 de abril de 2018

Melhoria da qualidade em foco

Vimos a imprensa trazer nos últimos meses inúmeras matérias negativas sobre nossos serviços. Com razão, os clientes reclamavam da demora no recebimento de suas encomendas e de suas cartas.

Preocupado com este quadro que se instalou, registrei manifestação em reunião do conselho de administração sinalizando para os demais conselheiros que, apesar de a maior parte de nossas reuniões estar sendo consumida por discussões relacionadas a temas de cunho econômico-financeiro, a grande questão a ser vencida pela Empresa neste momento é o restabelecimento da qualidade de nossos serviços.

Passadas algumas semanas, vemos hoje avanços que em breve serão percebidos pelos clientes. O escoamento de carga de encomendas dos centralizadores, por exemplo, melhorou, o que se refletirá nos prazos em que os clientes receberão suas encomendas.

Temos, ainda, um longo caminho de melhorias pela frente a serem feitas, mas, felizmente, já posso afirmar aos colegas que vislumbro termos passado por um ponto de inflexão a partir do qual as coisas mudarão para melhor em termos de qualidade operacional na Empresa. E nossos clientes saberão reconhecer isso também.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Operação Rizoma no POSTALIS e SERPROS


Na semana em que se completa dois anos da apresentação do relatório final da CPI dos Fundos de Pensão, foi deflagrada pela Polícia Federal a Operação Rizoma, em desdobramento da Operação Lava Jato.

Rubens Bueno, autor do requerimento de criação da CPI dos Fundos de Pensão, comentou a operação hoje, conforme pode ser lido no LINK.

Sem os trabalhos da CPI e seu relatório final não teríamos esta e outras operações que vão se sucedendo e lançando luz sobre as caixas pretas desses fundos.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

CPI dos Fundos de Pensão - 2 anos do relatório final



A entrevista do Deputado Sérgio Souza, que foi relator da CPI dos Fundos de Pensão, traz um histórico bem interessante sobre como foi aquela Comissão Parlamentar de Inquérito.

Para os participantes e assistidos do POSTALIS, vale a pena assistir o vídeo até o final.

Os três fatores

Até 2012, os Correios ostentavam bons números em seu balanço, com lucro beirando R$ 1 bilhão, para um faturamento em torno de R$ 16,5 bilhões. A partir desse ponto, a situação mudou radicalmente em decorrência de três fatores que atuaram simultaneamente na redução do resultado:
a) pré-pagamento, de uma única vez, das despesas de pós-emprego, em acatamento ao previsto na norma CPC-33, com fortíssimo impacto no patrimônio da Empresa e em suas despesas;
b) recolhimento excessivo de dividendos a partir de 2011, que reduziu substancialmente o caixa da Empresa e os resultados de aplicações financeiras;
c) represamento tarifário, entre 2012 e 2014, que produziu prejuízo calculado em cerca de R$ 1,2 bilhão.

Infelizmente, em função da falta de sensibilidade do Governo Federal, que permitiu a ocorrência simultânea desses três fatores mencionados e até hoje só reparou a questão das tarifas defasadas, e da falta de capacidade das direções que se sucederam na Empresa para compreender esse quadro e buscar adequadas medidas de mitigação, especialmente junto ao acionista, o que se viu a seguir foi a adoção de uma série de medidas desastradas que só fizeram piorar os resultados. Dentre essas medidas, destacam-se o corte indiscriminado de despesas, que prejudicou a própria operação da Empresa, a implementação de um PDI sem a reposição de vagas, que criou lacunas em diversas unidades refletindo em menor qualidade, e outras pérolas que ainda rolam pelo caminho apontando mais para o desmonte da organização do que para uma efetiva solução dos problemas.

Toda grande organização precisa de programas de redução de custos, precisa de políticas de RH que assegurem adequado turnover, precisa de uma rede de unidades aderente a suas necessidades e também de uma política imobiliária adequada. Mas precisa fazer tudo isso ocorrer de forma organizada, tempestiva e congruente, além de bem liderada. Feitas de outra forma, como tem acontecido na Empresa, ações assim se transformam em grandes desastres, que só prejudicam ainda mais a organização, seus clientes e os trabalhadores.

O Governo Federal precisa compreender que, diferentemente do que pregam alguns burocratas governamentais, os Correios nunca foram um fardo para o Estado e nem precisam ser. Precisa compreender que foi o próprio Governo Federal que deu causa à situação que se instalou na Empresa, a qual não decorreu de problemas de mercado, de aumento excessivo de custos ou de outro fator, mas sim da conjunção dos três fatores mencionados – pré-pagamento do pós-emprego, recolhimento excessivo de dividendos e represamento tarifário. 

A solução não precisa vir com o desmonte dos Correios, que funcionava bem até pouco tempo, mas sim com o enfrentamento dos dois fatores que causaram a situação e que ainda não foram tratados.

A questão do pré-pagamento do pós-emprego pode ser enfrentada de várias maneiras, que vão desde a desobrigação dos Correios e de outras estatais de contabilizarem este pré-pagamento até um escalonamento desse pagamento pela Empresa em prazo longo, por exemplo, em 40 anos, como se cogita no caso do correio norte-americano. Esses caminhos, porém, são mais complexos que simplesmente eliminar direitos dos trabalhadores relacionados a assistência médica, hospitalar e odontológica, como tem procurado fazer a direção, na busca de um resultado rápido, ainda que à custa do sacrifício dos ecetistas e de suas famílias, sem contar o risco jurídico envolvido.

Já a questão dos dividendos levados em excesso é de solução mais simples. Basta que o Governo Federal devolva o que levou a mais, seja por meio de recapitalização da Empresa – alternativa mais apropriada para amenizar a situação do caixa, seja por meio de redução de recolhimento de dividendos futuros, até compensar a diferença. Em qualquer caso, porém, precisará haver no comando da Empresa uma direção que consiga criar valor e não destruir, para manter equilibrado o caixa ao longo do tempo.

A compreensão do efeito que causaram esses três fatores nos Correios é imprescindível para quem quiser saber como uma estatal lucrativa e que era vista como referência mundial em seu setor passou, de uma hora para outra, a ser vista, injustamente, como um problema.

Marcos César Alves Silva – conselheiro – CA Correios

domingo, 8 de abril de 2018

Evento da ADCAP em Torres/RS


Neste final de semana (07/04/18), tivemos oportunidade de participar de um evento do núcleo da ADCAP do Rio Grande do Sul.

A oportunidade de contato com os colegas que atuam na Superintendência Estadual do RS ou que já se encontram aposentados naquele Estado foi muito rica, refinando nossa percepção acerca de diversos temas relacionados a nossa vida corporativa nos Correios.. 

Deixo aqui meus agradecimentos ao Tocchetto, Francisco, Paulo, Inês e demais diretores do núcleo e espero que os participantes tenham gostado tanto do evento quanto eu.


No trajeto entre Porto Alegre e Torres e vice-versa, ao ver inúmeras caixas de correspondência como essas da foto lá tirada, pude pensar, mais uma vez, na importância dos Correios para as pessoas, especialmente para as mais humildes. Essas pessoas de Torres precisam dos Correios e merecem todo nosso respeito e gratidão por reservarem espaços em suas casas para nos receberem. Que bom que fazemos parte assim da vida dos cidadãos torrenses!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

5ª Reunião Extraordinária - Designação de substituto eventual do Presidente

Na 5a. Reunião Extraordinária do Conselho de Administração, ocorrida no dia 06/04, o colegiado aprovou a proposta apresentada pelo Presidente do CA de designar o Vice-Presidente de Finanças e Controladoria para responder interinamente pela Presidência da Empresa, em função da exoneração do titular.
A comunicação que enviamos aos colegas a respeito pode ser lida no seguinte LINK.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

QUALIDADE

Sobre QUALIDADE, relembrando uma postagem anterior sobre o tema:

"Operar toda essa infraestrutura de maneira eficaz e manter a qualidade é um grande desafio, que tem sido enfrentado a cada dia pelos técnicos dos Correios. Na atualidade, a falta de recursos, de pessoas ou de infraestrutura muitas vezes impedem que se ofereça aos clientes o nível de serviço que os trabalhadores dos Correios gostariam de oferecer. Mas não deve restar dúvida de que, se dependesse apenas deles, os clientes teriam sempre um serviço irrepreensível sob todos os aspectos, pois a qualidade faz parte do DNA postal, desde que a Empresa foi criada."


quarta-feira, 4 de abril de 2018

4ª Reunião Extraordinária

No dia 04/04, tivemos a 4a. Reunião Extraordinária do Conselho de Administração de 2018.

No link a seguir, a comunicação enviada aos colegas a respeito da reunião, que contou, também, com a presença do Secretário Geral da Fentect, José Rivaldo da Silva, e do Diretor da Findect, José Aparecido Rufino, na primeira parte do evento, quando se ouviu o Interventor do Postalis.

LINK para a comunicação a respeito da reunião.

terça-feira, 3 de abril de 2018

MPT prorroga, mais uma vez, Termo de Conciliação Judicial

Tivemos recentemente acesso ao aditivo firmado ao Termo de Conciliação Judicial alusivo aos assessores especiais. O documento pode ser lido no seguinte link: http://www.parafazeracontecer.com.br/arquivos/3TermoAditivo.pdf 

Nossa opinião sobre o tema está expressa em diversas publicações feitas aqui no blog, nos votos já dados sobre o assunto e nas manifestações registradas em ata. Trata-se de uma ilegalidade que já deveria ter sido eliminada há tempos.  

Infelizmente, a leniência do Ministério Público do Trabalho com este assunto tem sido grande. Agora, a Empresa terá mais dois anos pela frente para ir regularizando aos poucos o que o próprio MPT, na origem, considerou uma flagrante ilegalidade.

Por quanto tempo se pode admitir que algo ilegal continue acontecendo? Neste caso, o MPT entendeu que por seis anos, até talvez uma nova oportunidade, onde outros procuradores entenderão que caberá mais uma prorrogação e outra e outra. E assim, a Constituição Federal vai sendo burlada à luz do dia, para assegurar abrigo aos amigos do poder, que, nos Correios e graças à leniência do MPT, são muito bem remunerados, recebendo salários que ultrapassam o de Chefe de Departamento. Um assessor especial vale mais que o Chefe do Departamento Jurídico da Empresa, por exemplo, que comanda um exército de centenas de advogados. Vale mais que um Chefe da Área de Vendas, que comanda centenas de vendedores espalhados pelo País, além das gerências existentes em cada Estado. Vale mais que o Chefe de Departamento que coordena o funcionamento das milhares de agências no Brasil. Vale mais que 99,9% dos trabalhadores que entraram na Empresa pela porta da frente do concurso público. Basta ter um currículo pífio para atender requisitos que parecem mais apropriados para estagiários ou ainda, com boa vontade, para executivos júnior, em início de carreira. E, claro, absolutamente necessário ser indicado politicamente.

Fico imaginando o que pensariam os constituintes se vissem como se tem burlado o cumprimento do art. 37 da Constituição Federal. Não deveria haver dúvida, pois a redação é muito clara. No Brasil, porém, é possível encontrar brechas interpretativas e ir prorrogando, anos a fio, uma flagrante ilegalidade. Nem precisa mudar a Lei, mesmo que essa seja a própria Constituição Federal.  

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Presidência da República
Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:      
...
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; ...

segunda-feira, 2 de abril de 2018

USPS - reforma e pós-emprego


Uma comissão bi-partidária de senadores apresentou no congresso norte-americano uma proposta de legislação que tenta enfrentar a questão do pré-pagamento do pós-emprego e também ampliar um pouco as possibilidades de atuação do USPS.

O USPS é a única agência governamental norte-americana que foi obrigada a fazer o pré-pagamento do pós-emprego, em função de uma decisão tomada nesse sentido pelo congresso em 2006. As demais não precisam fazer o pré-pagamento do pós-emprego, o que também vale para as empresas privadas, que têm a opção de fazer ou não o lançamento desse compromisso em seus balanços, pois, diferentemente do que ocorre em outros países, como o Brasil, nos Estados Unidos essa contabilização é opcional. Assim, dentre as 500 maiores empresas norte-americanas (Fortune 500), apenas 30% fazem esse tipo de lançamento contábil.

Se a proposta apresentada for aprovada como está, o USPS poderá diluir os pré-pagamentos ao longo de 40 anos, o que significará um substancial alívio nas finanças da entidade.

Seguem dois links, selecionados entre diversas matérias a respeito do assunto, para quem quiser saber um pouco mais a respeito: