quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Forças do atraso

Acompanhei, com grande expectativa, a geração da chamada Lei de Responsabilidade das Estatais (Lei nº 13.303/2016), como pode ser visto em postagens anteriores aqui no blog.

Acredito que a nova Lei plenamente aplicada às empresas públicas, às sociedade de economia mista e suas subsidiárias trará avanços muito importantes para a governança dessas instituições.

Infelizmente, porém, o que chamo de "forças do atraso" continuam agindo para manter práticas que, a bem do serviço público, já deveriam ter sido eliminadas há bastante tempo.

A leitura de um artigo hoje (link) comentando a forma como estão sendo indicados por partidos os Vice-Presidentes da CAIXA deveria indignar cada brasileiro que espera ter instituições eficazes no setor público. Nos Correios, na CAIXA e em outras instituições controladas pelo Governo, esse processo de indicação política para os cargos de gestão estratégica tem condenado essas organizações a serem mal administradas, porque as escolhas dos dirigentes não é feita por critérios técnicos ou meritocráticos, mas sim por afinidade política.

É assim que jabutis aparecem em altos galhos de árvores e lá ficam sem saber o que fazer. É assim que grandes organizações públicas brasileiras vão perdendo avanços de qualidade conquistados com muito trabalho durante vários anos de melhorias.

É assim que temos mais do mesmo tentando se perpetuar, apesar dos esforços de bons legisladores em tentar mudar esse quadro com leis como a Lei nº 13.303/2016.  

É preciso dar um basta a essas "forças do atraso" e perceber que a definição dos dirigentes de grandes estatais precisa ser feita com melhores critérios!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Participação em evento da ADCAP PR

Na noite desta segunda-feira (05/12), participamos de evento promovido pela ADCAP PR, quando pudemos conversar com os colegas paranaenses a respeito do trabalho no Conselho de Administração e de nossa visão sobre as principais questões da Empresa neste momento. Estiveram presentes, também, a Presidente da ADCAP Nacional, Maria Inês, o Diretor Administrativo-Financeiro do Postalis, Luiz Alberto, e o Conselheiro da Postal Saúde, Jorge Ribeiro,

POSTALIS - penalidades a ex-dirigentes e ex-gestores

Recebi hoje uma coletânea das recentes publicações envolvendo a CRPC - Câmara de Recursos da Previdência Complementar e decisões da PREVIC - Superintendência Nacional de Previdência Complementar, versando sobre autuações daquela autarquia.

Ao ler o material (link para a coletânea), salta aos olhos a incidência expressiva de publicações e decisões envolvendo o POSTALIS.

Isso não é propriamente uma surpresa, pois a leitura de coletâneas anteriores possivelmente mostrasse o mesmo quadro - o POSTALIS lidera, com ampla margem, o ranking de aplicação de multas e outras penalizações pela PREVIC.

O que isso significa, além de que alguns ex-dirigentes e ex-gestores estão recebendo diversas multas em valores que se situam em cerca de R$ 47 mil per capita por autuação?

Significa, certamente, que o instituto de seguridade dos Correios esteve confiado a um grupo de pessoas que praticou ali toda sorte de ilícitos, acobertados por entidades que viabilizaram seus atos.
Assim, tão ou mais importante que aplicar tais penalidades é responsabilizar, também, as entidades que "viabilizaram" a atuação desse grupo, certamente ignorando normas, boas práticas etc.

E mais importante ainda: trazer de volta para o instituto recursos para compensar o que de lá foi extraído indevidamente.

Aos participantes interessa que sejam devidamente esclarecidos todos os desvios e irregularidades ocorridas no POSTALIS e punidos todos os culpados, sejam pessoas ou instituições, mas interessa especialmente que se busque a recuperação de recursos, visando atenuar os efeitos do perverso equacionamento que se encontra em curso para reequilibrar o plano BD saldado, o mais desfalcado nesse processo todo.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Ladrões de aposentadorias


Como tem acontecido nos últimos finais de meses, percorri hoje com os olhos meu contra-cheque e me fixei numa rubrica específica que ali se encontra: CONTRIBUIÇÃO EXTRA POSTALIS BD. Trata-se de contribuição extraordinária que os participantes do fundo BD saldado do POSTALIS terão que pagar por mais de 17 anos.

O desconto lançado não é pequeno. Me faz falta no orçamento mensal, como também acontece com os outros milhares de colegas, na ativa ou já aposentados, que estão sendo obrigados a pagar essa contribuição e que, em breve, serão convidados a aumentá-la, para cobrir novo déficit ocorrido em 2015, em função dos baixos rendimentos obtidos pelos ativos que compõem o fundo.

Pergunto-me até onde iremos com esse calvário que nos foi imposto por verdadeiros crimes cometidos contra nosso patrimônio, como já se noticiou muito na mídia. Quanto ainda teremos que pagar sem ver a justiça encontrar e punir os meliantes que nos colocaram nessa situação e também seus patrocinadores, políticos em altos postos da República?

No POSTALIS não fomos vítimas de administradores ineptos, que aplicaram mal nosso dinheiro. Fomos assaltados por pessoas convenientemente indicadas e protegidas por políticos e isso tem que ser passado a limpo logo, a tempo de os lesados ainda verem alguma justiça, com prisões sendo feitas e pelo menos parte dos recursos desviados sendo recuperada.

Deveria ser mais simples e rápido punir ladrões que enriqueceram às custas da dilapidação das aposentadorias de trabalhadores.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Vítimas do aparelhamento político-partidário

Nas últimas semanas, em função das postagens feitas no blog sobre o tema, recebi alguns contatos de colegas reportando situações que demonstram continuar em curso na Empresa um endêmico processo de aparelhamento político-partidário. Um desses relatos mencionarei em linhas gerais nessa postagem, por acreditar que representa bem diversas outras situações ocorridas na Empresa.

No caso em apreço, um colega com histórico irretocável de desempenho e de bons trabalhos prestados e extremamente bem qualificado, com  graduações, pós-graduações e até um mestrado estava sendo removido de sua função para "dar espaço" para a designação de outra pessoa, bem mais nova e inexperiente, mas "indicada" por alguém da administração central da Empresa. 

Casos assim deveriam ser tratados como escandalosos, mas continuam acontecendo diariamente na Empresa. Basta um telefonema de uma autoridade e toda a estrutura da Empresa se curva para abrigar um indicado no lugar antes ocupado por alguém que nada fez de errado para merecer a perda de posição.

O caos instalado em nossa área de gestão de pessoas a partir de direções políticas que ali estiveram nos últimos anos se presta a criar o ambiente onde coisas assim podem acontecer sem que seus agentes sejam revelados e responsabilizados. Um Gerente não precisa entender nada da área que vai gerenciar, substituindo outro extremamente qualificado e experiente, assim como um Vice-Presidente não precisa entender nada do negócio ou das operações da Empresa. E assim, vamos seguindo num círculo entrópico que, se não for detido, acabará extinguindo a Empresa.

Em outras organizações, a escolha de lideranças, do topo à base, é feita de acordo com critérios técnicos, como, em certa medida, já aconteceu antes nos Correios. Nalgumas delas, comitês de seleção eliminam ou reduzem substancialmente a subjetividade das escolhas, posto que se consideram o histórico profissional, o desempenho etc na escolha dos melhores candidatos para cada vaga. Algo bem básico em qualquer manual de RH, que foi propositalmente "esquecido" ou "apagado" nos Correios, para permitir que os dirigentes de plantão e suas assessorias terceirizadas (ainda presentes na organização) fizessem literalmente o que quisessem por aqui, em desfavor dos bons trabalhadores, que só tentam fazer bem seu trabalho, sem recorrer a políticos ou padrinhos para buscar promoções.

Esperamos que o acionista ainda perceba os efeitos que o processo de aparelhamento político-partidário causa nos Correios e corrija isso, a tempo de evitar a irreversibilidade do quadro. As muitas vítimas desse processo nefasto anseiam por essa correção de rumos, cuja solução parece estar mesmo fora dos muros da organização.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Banco Postal

Temos recebido inúmeras mensagens de colegas indagando a respeito do futuro do Banco Postal. Assim, para que todos conheçam nosso posicionamento pessoal sobre o assunto, trataremos disto, de forma bem resumida, nesta postagem.
Inicialmente, consideramos importante destacar que o segmento de serviços financeiros postais é muito importante para inúmeros correios do mundo, constituindo até mesmo a principal fonte de receita para alguns. Em média, de acordo com dados da UPU, o segmento responde por cerca de 17% das receitas das organizações postais. Não é, portanto, um segmento a ser deixado de lado.
No Brasil, algumas características do País tornam essa atividade ainda mais importante. A diversidade regional é uma delas. Temos municípios e regiões sem agências bancárias, nas quais o banco postal exerce um papel muito importante para a vida das pessoas, que, sem ele, teriam que se deslocar até outras localidades para receber seus proventos e benefícios, consumindo tempo e dinheiro nesse processo, sem contar o fato de que a presença do banco postal sempre dinamiza a economia local.
Quanto à forma de atuação, pensamos que o modelo de parceria com um banco (correspondente bancário) seja uma delas, mas não a única viável. Em outros correios há operações diretas (os correios possuem um banco ou são sócias de um) ou então a prestação de serviços para diversos bancos, como acontece, por exemplo, na Austrália. Certamente, o mais simples seria continuar como correspondente bancário, devido à experiência acumulada, mas não descartaríamos a possibilidade de a Empresa vir a explorar outras alternativas no futuro. 
Com relação aos problemas operacionais vividos pelo banco postal, como assaltos, por exemplo, entendemos que se trate realmente de uma questão que precisa ser enfrentada, principalmente com a articulação das diversas instâncias de segurança pública, posto que se trata de uma problemática que abrange não só o banco postal, mas os próprios bancos e outros estabelecimentos comerciais. Tomar esses problemas como causa para, por exemplo, desativar o banco postal, nos parece um caminho ruim, que acabaria inviabilizando economicamente inúmeras agências e, por consequência, os resultados da Empresa e uma de suas características estrategicamente mais valiosas, que é a presença nacional.    
Esperamos que a Empresa supere logo a atual etapa de indefinição quanto à parceria e possamos concentrar esforços no atendimento dos clientes que preferem fazer suas transações bancárias em nossas agências, por se sentirem mais em casa por aqui ou por verem mais conveniência nisso.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Informe sobre reuniões do dia 23/11

Encaminhamos hoje aos colegas nosso informe sobre a 10ª reunião extraordinária e a 11ª reunião ordinária do Conselho de Administração.

Você pode ler a mensagem neste link.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Indicações políticas e a deterioração da gestão

Recebi hoje a mensagem de um colega mencionando a substituição, por indicação política, de um gestor altamente qualificado para a função que exercia. O colega mencionou expressamente o seguinte: "Durante toda sua campanha na primeira e segunda eleição, foi colocado de forma clara que iria trabalhar visando corrigir as indicações políticas dentro da Empresa, mas não é o que está ocorrendo. Em todo Brasil continuam os desmandos com o interesse público, principalmente nos Correios."
Respondi ao colega que não foi só durante a campanha que tratei desse tema, que tenho abordado esta questão em reuniões do Conselho de Administração, em entrevistas e também em postagens aqui no blog.
Não tenho dúvida de que o aparelhamento político-partidário é a grande causa dos maiores problemas enfrentados pela Empresa. E também nenhuma dúvida que se trata de uma verdadeira doença corporativa que precisa ser extirpada dos Correios e de outras estatais brasileiras.
Um técnico qualificado e competente jamais deveria ser substituído por outro "indicado". Corretos estão os colegas que, ao ver isso acontecer, se revoltam. 
Uma empresa precisa ter mecanismos claros e justos de seleção e de avaliação de gestores. Isso não pode ficar apenas nas mãos de uma chefia superior, que, em muitos casos, é já uma indicação política.
Espero que o colega que me escreveu e os outros que se preocupam com este assunto não tenham dúvida de que esta é uma batalha da qual não nos afastaremos. O aparelhamento político-partidário dos Correios tem que ser erradicado, custe o que custar! 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Código Brasileiro de Governança Corporativa para Companhias Abertas


Entre outras inovações, o novo código traz o princípio do "pratique ou explique", ou seja, não exige que as companhias sigam determinadas recomendações mas obriga que elas justifiquem seus motivos para o não cumprimento dessas. Com isso, se busca ampliar a transparência das companhias e permitir que os investidores possam avaliar as empresas com mais informações em mãos e aceitarem ou não as explicações fornecidas pelas companhias. 

O código foi elaborado por um Grupo de Trabalho Interagentes que reuniu onze das mais importantes entidades relacionadas ao mercado de capitais (ANBIMA, ABRAPP, ABRASCA, ABVCAP, AMEC, APIMEC, BM&F BOVESPA, BRAIN, IBGC, INSTITUTO IBMEC e IBRI, além de BNDES e CVM como entidades observadoras). E teve como objetivo fortalecer as práticas de governança corporativa nas empresas e nas estruturas de proteção dos acionistas. Agora está sendo incorporado à regulação da CVM - Comissão de Valores Mobiliários, a exemplo do que já ocorre em outros países.

Embora a Empresa (Correios) não seja uma companhia aberta, pode encontrar em instrumentos como este importantes indicações de medidas adequadas para aperfeiçoar sua governança corporativa.

Leia o código aqui.

domingo, 6 de novembro de 2016

O aparelhamento político-partidário dos Correios e a queda dos resultados empresariais

Quando o Governo Federal confia uma estatal a um grupo político, como tem acontecido sistematicamente com os Correios e com outras estatais brasileiras, coloca em risco a própria sobrevivência da organização, pois a gestão de um grande empreendimento demanda um conjunto de qualidades que não são comuns a políticos, mas sim a gestores devidamente qualificados e experientes.
Urnas eleitorais nos permitem escolher representantes para legislar, para nos representar no Congresso, o que é muito diferente do cotidiano de uma grande empresa, que demanda de sua direção outras qualidades, conhecimentos e experiências. 
Ex-parlamentares podem falar bem, ter boas relações no Congresso ou no Governo Federal, mas o que isso tem a ver com a direção ou com o assessoramento superior de uma estatal, que é uma grande empresa como outra qualquer, com demandas de decisões relacionadas a negócios, operações e administração?
Uma estatal precisa na verdade de bons gestores, bem contratados, treinados e sistematicamente avaliados. Não precisa de políticos nem de seus indicados, que furam filas para ocupar posições que tecnicamente deveriam ser confiadas a outros.
Ignorar isso e "entregar" a estatal a um partido ou a um grupo político acaba produzindo um quadro como o que se instalou nos Correios nos últimos anos, com resultados decrescentes em todos os aspectos. E chega a ser ofensivo para os trabalhadores ouvir cada político ou indicado se apresentar como o "salvador da Pátria", que chega para "tirar a Empresa do buraco", quando, na verdade, em geral nem condições técnicas possuem para somar esforços ao que já vem sendo feito.
Um caso emblemático que ocorre em paralelo nos mostra que, com vontade, é possível mudar essa história. Falo da PETROBRAS, que, em poucos meses, deixou de ser um "caso perdido" e tem reconquistado a confiança do mercado com decisões tecnicamente balizadas e sem interferência política na gestão.
O mesmo remédio cabe nos Correios. E o Governo Federal deveria saber disso.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Canais de relacionamento com os empregados

Do "Primeira Hora" de 25/10/2016:

Canais de relacionamento com os empregados

De acordo com o tipo de necessidade do empregado, a empresa disponibiliza canais formais de comunicação para acolher e processar suas demandas. Conheça um pouco mais sobre cada um deles.

Canal Denúncia – centralizado na Ouvidoria dos Correios, pode ser utilizado por clientes e empregados. Denúncia é a comunicação de prática de ato ilícito ou irregular, portanto não deve ser confundida com reclamação, sugestão ou crítica. Podem ser apresentadas denúncias sobre conduta de empregados, fraudes, assédio, corrupção e crimes contra o serviço postal, dentre outras irregularidades que possam causar dano aos Correios, aos seus empregados, clientes e demais públicos de interesse. O canal denúncia pode ser acessado no site dos Correios, no endereço www.correios.com.br/denuncia ou na página inicial da Intranet, no espaço Corporativo.

Canal Aberto com a Diretoria (CAD) - serviço de relacionamento entre o empregado e a direção da empresa. Poderá ser utilizado para o registro de reclamações, sugestões e elogios. O link de acesso ao CAD está disponível na página principal da Intranet, no Espaço do Empregado.

Caixa Postal – destinado ao atendimento exclusivo de empregados da AC, para solicitação de assuntos pessoais de cadastro, esclarecimento de dúvidas sobre pagamento e benefícios. O contato poderá ser realizado através do endereço: AC - CEGEP - AtendeEmpregado - Caixa Postal atendeempregado@correios.com.br. Para os empregados nos Estados, esse tipo de atendimento é realizado nos canais disponibilizados pelas Gerências de Recursos Humanos. 

sábado, 22 de outubro de 2016

Relatório da CGU

Recebemos algumas mensagens de colegas sobre um relatório da CGU que tem circulado em redes sociais, tratando de temas como o Banco Postal e a Postal Saúde.

Não sabemos dizer se o relatório é ou não verdadeiro, pois não recebemos oficialmente nada a respeito ainda. Também não sabemos se é um documento público ou reservado.

Como, porém, alguns colegas têm retirado frases do relatório para, a partir delas, tecer críticas, solicitamos aos demais colegas que eventualmente tenham recebido cópias desse relatório que o leiam completamente, para formar adequado juízo.

No que se refere à Postal Saúde, a versão de relatório nos cita inúmeras vezes, já que pedimos formalmente uma auditoria naquela entidade em 2014, além de termos feito inúmeros registros a respeito em reunião do Conselho de Administração, conforme consta no próprio relatório e foi informado em nossos boletins e no blog nas respectivas ocasiões.

Temos convicção de que a leitura completa do documento reforçará nos colegas a confiança depositada em seu representante no conselho de administração e demonstrará, mais uma vez, como é importante ter no colegiado um representante com posições claras, firmes, corajosas e consistentes. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Reunião com a direção da Postal Saúde

Tive oportunidade, nos dia 20 e 21/10 de me reunir, a convite, com a Diretoria da Postal Saúde.

Durante a reunião, tomei conhecimento de uma série de ações que a atual direção está implementando para melhorar o atendimento e os resultados da entidade.

De forma análoga ao que percebi em outra reunião anterior com uma direção também formada por técnicos de carreira da Empresa, constatei o empenho de nossos colegas que lá estão em melhorar processos, otimizar sistemas e reduzir custos operacionais da Postal Saúde. Acredito que, com tempo e o apoio adequado, os colegas conseguirão realmente melhorar a situação e talvez até tornar nossa caixa de assistência uma referência para o setor. Se, porém, como aconteceu na situação anterior, forem substituídos por indicados políticos, teremos novamente retrocessos e descontinuidades no processo de melhoria.

Abordei a questão das reclamações de descredenciamentos e de suspensões de atendimento e fui informado que estão fazendo o possível para administrar os pagamentos a fornecedores de acordo com o fluxo de caixa que lhes é propiciado pela patrocinadora. Espero que a patrocinadora consiga apoiar a direção da Postal Saúde nessa questão, de forma que nossos colegas possam se dedicar integralmente ao trabalho de melhorar a caixa de assistência em vez de terem que se ocupar prioritariamente em lidar com fornecedores.

sábado, 15 de outubro de 2016

Informativo do Diretor Administrativo e Financeiro do POSTALIS

Recebemos ontem (14/10/2016) o primeiro informativo preparado pelo Diretor Administrativo e Financeiro do POSTALIS, Luiz Alberto Menezes Barreto.

Caso algum colega não o tenha recebido e se interesse em lê-lo, o informativo está nesse LINK.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Herança maldita!

Nos últimos anos, assistimos na Empresa a um processo nefasto de aparelhamento político-partidário que minou os valores empresariais, desmotivou as pessoas comprometidas com a organização e favoreceu a proliferação de apadrinhamentos e a desprofissionalização da gestão.

Este tema já foi amplamente mencionado em diversas postagens aqui no blog; infelizmente, porém, esta questão parece estar ainda bem presente na Empresa, como demonstram mensagens recebidas de colegas denunciando os efeitos nocivos dessa prática.

Uma dessas mensagens, recebidas na semana passada, trazia a seguinte informação:
"Ontem, tivemos aqui em Sergipe a troca do gerente da postal saúde. Saiu um empregado da empresa, com ampla experiência profissional e entrou um ex-prefeito e ex candidato a vereador, da cidade de Carira/SE, que inclusive responde a processos por compra de votos nas eleições de 2010, aumentando ainda mais as nossas despesas."

Ainda sobre a Postal Saúde, outras mensagens anteriores de colegas davam conta de dezenas de contratações feitas de forma semelhante, em passado recente, pelo partido que então "mandava nos Correios".

Nenhuma organização resiste por muito tempo a um processo assim e os Correios já apresentam sinais de exaustão. Isso está espelhado nos resultados da Empresa e de suas entidades patrocinadas - POSTALIS e POSTAL SAÚDE, demonstrando que, se esse processo não for modificado logo, não haverá esperança para nenhuma dessas entidades, pois o aparelhamento político é como uma doença infecciosa grave que se propaga com velocidade e debilita gravemente as organizações públicas onde se instala, incluindo as estatais. Os Correios não escaparam dessa infecção e seus sintomas já indicam que, se não for tratada logo, essa infecção nos levará, usando um paralelo médico, a um quadro de septicemia, sem possibilidade de reversão.

Isso pode ser evitado? Talvez sim, se o Governo Federal perceber logo que o mesmo remédio que vai salvando a PETROBRAS e o BNDES precisa ser aplicado aos Correios. A fórmula da profissionalização da gestão, do topo à base, e da eliminação da interferência política na gestão de estatais já está sendo adotada com sucesso em outras Instituições como as citadas, as quais também padeceram de má gestão nos últimos anos. Isso pode funcionar também nos Correios.

Nos parece lógico, para não dizer óbvio, que se deva, por exemplo, escolher líderes por suas qualificações, competências e desempenhos apresentados e nunca pelos relacionamentos mantidos com políticos ou por indicações recebidas (o que macularia os princípios da impessoalidade e moralidade que regem a administração pública). Ou que entidades como a POSTAL SAÚDE devam ter estruturas bem enxutas, preenchidas com pessoal devidamente selecionado e com remuneração apropriada às atividades desenvolvidas, tudo administrado com rigoroso controle de custos e respeito aos valores empresariais, especialmente a MERITOCRACIA.

O remédio para a herança maldita deixada nos Correios está, portanto, à mão do acionista, o Governo Federal, que pode aplicá-lo e salvar a Empresa, como já está fazendo com outras instituições, ou deixá-la entregue à própria sorte, caminhando para o abismo, aprisionada pelo processo destrutivo do aparelhamento político-partidário que mina a saúde e os resultados de uma estatal que já foi referência mundial.